Cirurgia robótica Da Vinci em sala de operação moderna
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    Especialidade

    Cirurgia Minimamente Invasiva e Robótica

    Videolaparoscopia, histeroscopia e cirurgia robótica Da Vinci para tratamento de patologias ginecológicas com precisão e recuperação mais rápida.

    Procedimentos Realizados

    Videolaparoscopia

    Cirurgia através de pequenas incisões com câmera de alta definição para tratamento de endometriose, miomas, cistos ovarianos e aderências pélvicas.

    Cirurgia Robótica

    Plataforma Da Vinci para procedimentos de alta complexidade com maior precisão, visão 3D e movimentos articulados superiores à mão humana.

    Histeroscopia

    Procedimento para diagnóstico e tratamento de patologias intrauterinas como pólipos, miomas submucosos, septos uterinos e sinéquias.

    Cirurgia de Endometriose Profunda

    Ressecção de lesões que acometem intestino, bexiga, ureter e outras estruturas, com técnica minimamente invasiva e equipe multidisciplinar.

    Equipe cirúrgica em procedimento laparoscópico

    Tecnologia de Ponta

    Procedimentos realizados com equipamentos de última geração, incluindo plataforma robótica Da Vinci, proporcionando maior precisão e recuperação mais rápida.

    Vantagens da Cirurgia Minimamente Invasiva

    Menor tempo de internação
    Recuperação mais rápida
    Menos dor no pós-operatório
    Cicatrizes menores e mais estéticas
    Menor risco de aderências
    Retorno mais rápido às atividades

    O que é Cirurgia Minimamente Invasiva?

    A cirurgia minimamente invasiva (CMI) representa uma evolução fundamental na abordagem cirúrgica ginecológica. Ao invés de grandes incisões abdominais, são realizados pequenos cortes (geralmente de 5 a 12 mm) através dos quais são introduzidos instrumentos especializados e câmeras de alta definição.

    Diretrizes da American Association of Gynecologic Laparoscopists (AAGL) e da European Society for Gynaecological Endoscopy (ESGE) recomendam a abordagem minimamente invasiva como preferencial para a maioria das cirurgias ginecológicas benignas, devido aos benefícios comprovados em relação à laparotomia tradicional.

    Videolaparoscopia: A Base da Cirurgia Moderna

    A videolaparoscopia é a técnica fundamental da cirurgia minimamente invasiva. Através de 3 a 4 pequenas incisões na parede abdominal, são introduzidos uma câmera de alta definição (óptica) e instrumentos cirúrgicos especializados. O abdome é distendido com gás carbônico (CO₂), criando espaço de trabalho para o cirurgião.

    Indicações principais

    • Endometriose: excisão de implantes superficiais, endometriomas e lesões profundas com acometimento de intestino, bexiga e ureteres.
    • Miomas uterinos: miomectomia (retirada dos miomas preservando o útero) para miomas intramurais e subserosos.
    • Cistos ovarianos: cistectomia com preservação do tecido ovariano saudável quando possível.
    • Aderências pélvicas: liberação de aderências (adesiólise) que causam dor ou infertilidade.
    • Histerectomia: retirada do útero por via laparoscópica total ou laparoscópica assistida.
    • Ooforectomia/salpingectomia: retirada de ovários e/ou tubas quando indicado.
    • Investigação de infertilidade: avaliação da pelve, cromertubação e tratamento de patologias encontradas.
    Dr. Fernando Passador no console do robô Da Vinci

    Experiência em Cirurgia Robótica

    Dr. Fernando Passador possui certificação e experiência em cirurgia robótica Da Vinci, realizando procedimentos de alta complexidade com precisão e segurança.

    Cirurgia Robótica Da Vinci

    A plataforma robótica Da Vinci representa o estado da arte em cirurgia minimamente invasiva. O sistema traduz os movimentos das mãos do cirurgião para instrumentos articulados com amplitude de movimento superior à mão humana, oferecendo precisão milimétrica.

    Vantagens da cirurgia robótica

    • Visão 3D de alta definição: profundidade de campo real com magnificação de até 10 vezes.
    • Instrumentos articulados (EndoWrist): 7 graus de liberdade, superando a capacidade da mão humana.
    • Filtro de tremor: eliminação de movimentos involuntários para maior precisão.
    • Ergonomia para o cirurgião: posição confortável que reduz fadiga em procedimentos longos.
    • Dissecção precisa: especialmente útil em planos teciduais delicados e próximos a estruturas nobres.

    Indicações preferenciais

    A cirurgia robótica é particularmente indicada em procedimentos de alta complexidade, como endometriose profunda com acometimento intestinal extenso, reimplante ureteral, sacrocolpopexia para prolapso genital e miomectomias múltiplas com necessidade de reconstrução uterina precisa.

    Histeroscopia: Olhando Dentro do Útero

    A histeroscopia é um procedimento que permite a visualização direta da cavidade uterina através de uma óptica fina introduzida pelo canal cervical. Pode ser diagnóstica (apenas visualização) ou cirúrgica (tratamento de patologias).

    Histeroscopia diagnóstica

    Procedimento ambulatorial, geralmente realizado sem anestesia ou com sedação leve. Indicada para investigação de sangramento uterino anormal, infertilidade, avaliação de cavidade antes de FIV, e seguimento de lesões previamente identificadas.

    Histeroscopia cirúrgica

    • Polipectomia: retirada de pólipos endometriais e cervicais.
    • Miomectomia submucosa: ressecção de miomas que fazem protrusão para a cavidade uterina.
    • Septoplastia uterina: correção de septos uterinos que podem prejudicar implantação embrionária.
    • Lise de sinéquias: tratamento da síndrome de Asherman (aderências intrauterinas).
    • Ablação endometrial: destruição do endométrio para tratamento de sangramento uterino anormal.
    • Retirada de DIU perdido: localização e remoção de dispositivos intrauterinos deslocados.

    Cirurgia de Endometriose Profunda

    A endometriose profunda infiltrativa (EPI) representa a forma mais complexa da doença, com infiltração maior que 5 mm abaixo da superfície peritoneal. O tratamento cirúrgico dessas lesões exige expertise específica e, frequentemente, abordagem multidisciplinar.

    Localizações comuns e abordagem

    • Ligamentos útero-sacros: excisão de nódulos com preservação de estruturas nervosas quando possível.
    • Septo reto-vaginal: dissecção cuidadosa entre reto e vagina com excisão completa do nódulo.
    • Intestino (reto/sigmoide): pode requerer shaving, ressecção discoide ou ressecção segmentar, conforme profundidade e extensão.
    • Bexiga: cistectomia parcial quando há infiltração vesical, com sutura em camadas.
    • Ureteres: ureterólise, ressecção com reimplante ou uso de stents conforme o grau de acometimento.

    Equipe multidisciplinar

    Casos complexos de endometriose profunda frequentemente requerem a participação de cirurgiões coloproctologistas, urologistas e, eventualmente, cirurgiões torácicos (em casos de endometriose diafragmática). A classificação pré-operatória adequada (ENZIAN, AAGL 2021) é fundamental para planejamento cirúrgico.

    Equipe Especializada

    Casos complexos de endometriose profunda frequentemente requerem abordagem multidisciplinar com cirurgiões coloproctologistas, urologistas e outros especialistas.

    Equipe cirúrgica multidisciplinar

    Preparo e Recuperação

    Antes da cirurgia

    • Avaliação pré-operatória: exames laboratoriais, avaliação cardiológica quando indicada, mapeamento de imagem (ultrassom, ressonância).
    • Preparo intestinal: pode ser indicado em cirurgias com potencial acometimento intestinal.
    • Otimização clínica: controle de anemia, ajuste de medicações, cessação de tabagismo.
    • Consentimento informado: discussão detalhada sobre procedimento, riscos, benefícios e alternativas.

    Recuperação pós-operatória

    • Internação: geralmente 12-24 horas para procedimentos simples; 2-3 dias para cirurgias complexas.
    • Dor: geralmente controlável com analgésicos comuns; desconforto nos ombros é comum devido ao gás residual.
    • Retorno às atividades: atividades leves em 7-14 dias; exercícios físicos intensos após 4-6 semanas.
    • Relações sexuais: geralmente liberadas após 3-4 semanas, conforme orientação médica individualizada.

    Riscos e Complicações

    Como qualquer procedimento cirúrgico, a cirurgia minimamente invasiva apresenta riscos, embora geralmente menores que a cirurgia aberta. A taxa de complicações é baixa em mãos experientes, mas é fundamental que a paciente esteja informada.

    Complicações possíveis

    • Lesão de órgãos adjacentes: intestino, bexiga, ureteres, vasos sanguíneos — raras, mas possíveis especialmente em cirurgias complexas.
    • Sangramento: pode requerer transfusão em casos excepcionais.
    • Infecção: de incisões ou pélvica, geralmente tratável com antibióticos.
    • Conversão para laparotomia: pode ser necessária em situações específicas (sangramentos, aderências extensas, achados inesperados).
    • Trombose venosa: risco reduzido com profilaxia adequada e mobilização precoce.

    A experiência do cirurgião, o volume de procedimentos realizados e a adequada seleção de casos são fatores fundamentais para minimizar riscos.

    Acompanhamento pós-operatório

    Acompanhamento Pós-Cirúrgico

    O acompanhamento após a cirurgia é fundamental para garantir uma recuperação adequada e prevenir recidivas. Retornos regulares permitem avaliar a cicatrização e ajustar o tratamento medicamentoso quando necessário.

    Perguntas Frequentes

    Toda cirurgia ginecológica pode ser feita por via minimamente invasiva?

    A maioria das cirurgias ginecológicas benignas pode ser realizada por laparoscopia ou histeroscopia. No entanto, alguns casos específicos (tumores muito grandes, aderências extensas, condições clínicas da paciente) podem indicar laparotomia.

    Cirurgia robótica é melhor que laparoscopia convencional?

    A cirurgia robótica oferece vantagens técnicas em procedimentos complexos (visão 3D, instrumentos articulados), mas para procedimentos simples, a laparoscopia convencional apresenta resultados equivalentes com menor custo.

    Quanto tempo dura uma cirurgia laparoscópica?

    Varia conforme a complexidade: uma cistectomia simples pode durar 30-60 minutos; uma cirurgia de endometriose profunda com ressecção intestinal pode ultrapassar 4-6 horas.

    A histeroscopia dói?

    A histeroscopia diagnóstica pode causar desconforto semelhante a cólicas, geralmente tolerável. A histeroscopia cirúrgica é realizada sob anestesia, sem dor durante o procedimento.

    Posso engravidar após cirurgia de endometriose?

    Sim. Em muitos casos, a cirurgia pode melhorar as chances de gravidez espontânea. O EFI (Endometriosis Fertility Index) ajuda a estimar o prognóstico reprodutivo após a cirurgia.

    Avaliação Cirúrgica Especializada

    Agende uma consulta para avaliação individualizada e conheça as opções de tratamento mais adequadas para o seu caso.